Como comenta o CEO Ian Cunha, a gestão de risco no empreendedorismo não é evitar risco, é escolher risco com consciência. Tratar esse tema como uma disciplina de sobrevivência e crescimento: o empreendedor que decide apenas pela coragem vira refém do acaso, e o empreendedor que decide apenas pelo medo vira refém da inércia. Se você quer tomar decisões mais firmes sem apostar o negócio em impulsos, continue a leitura e entenda como coragem e método podem coexistir
Por que risco não é inimigo, é variável estratégica?
Tratar risco como inimigo leva a um comportamento defensivo: decisões lentas, perda de timing e oportunidade desperdiçada. Tratar risco como algo “irrelevante” leva a outro extremo: apostas grandes sem base. Risco é uma variável estratégica que precisa ser administrada, não negada.

Para o empresário Ian Cunha, risco é o preço de criar algo novo. O ponto é definir qual risco você aceita pagar e qual risco você não aceita financiar com o futuro do negócio. Como resultado, a empresa se torna mais resiliente, porque não depende de um acerto único para sobreviver.
Separar decisão corajosa de decisão impulsiva
Muita gente confunde coragem com impulso. Impulso é agir para aliviar ansiedade, provar algo ou fugir de desconforto. Coragem é agir apesar do desconforto, porém com critério. Conforme se observa em ciclos de mercado, decisões impulsivas tendem a acumular custos invisíveis, como retrabalho, desalinhamento e desgaste de equipe.
Como menciona o fundador Ian Cunha, a coragem mais útil é a que aceita limites. Aceitar limites significa reconhecer incerteza, definir margens de segurança e evitar apostas irreversíveis quando a evidência é fraca. A empresa avança com ambição sem perder o controle do próprio risco.
Qual é o papel do caixa e da prioridade?
Caixa é o amortecedor do risco. Quando o caixa é curto, o risco é mais caro, porque o erro tem menos espaço para correção. Assim sendo, gestão de risco envolve olhar para a saúde financeira e para a prioridade com realismo. Não basta ter um plano “bom”, ele precisa caber no fôlego da empresa.
Como sugere o superintendente geral Ian Cunha, a prioridade é uma forma de reduzir risco. Quando a empresa abre frentes demais, ela aumenta a complexidade e aumenta as chances de falha. Em contrapartida, quando concentra energia no essencial, ela melhora a execução e reduz a variabilidade. Como consequência, o risco operacional cai, e a empresa ganha estabilidade para assumir riscos estratégicos.
O risco de mercado, risco operacional e risco reputacional
Risco não é uma coisa só. Existe risco de mercado, quando a demanda não se sustenta. Existe risco operacional, quando a empresa não entrega com consistência. Existe risco reputacional, quando a promessa não corresponde à realidade e a confiança se rompe. À vista disso, decisões maduras consideram esses três eixos, porque um pode destruir o outro.
Como constata o CEO Ian Cunha, muitas empresas quebram não por falta de ideia, mas por falta de previsibilidade. Elas vendem mais do que entregam, crescem sem estrutura e comprometem a marca. O risco reputacional vira risco financeiro, e o risco financeiro vira risco de sobrevivência.
Método é reduzir variabilidade
Método não é burocracia. Método é reduzir variabilidade. Para essa finalidade, o método cria critérios: o que é inaceitável, o que é negociável e o que é prioridade. Gestão de risco no empreendedorismo é decidir com coragem e método, aceitando incerteza sem virar refém dela. Portanto, o empreendedor mais forte não é o que evita risco, mas o que escolhe risco com critério, protege caixa, preserva reputação e mantém prioridade clara.
Autor: Clux Balder