Como considera Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a circulação de notícias falsas e o medo infundado criam barreiras que impedem o diagnóstico precoce, muitas vezes baseado em conceitos obsoletos ou interpretações científicas equivocadas. É comum encontrar pacientes que hesitam em realizar o rastreio por acreditarem em teorias sem fundamento, o que acaba gerando um atraso crítico na detecção de possíveis anomalias.
Se você deseja realizar seus cuidados preventivos com a segurança de quem domina os fatos e quer proteger sua saúde com base na ciência, este conteúdo esclarece as principais dúvidas. Continue a leitura para descobrir como a visão técnica desmistifica os boatos e fortalece sua jornada de bem-estar.
Mitos sobre mamografia que afastam mulheres do exame: A verdade sobre a radiação
Um dos principais receios que circulam entre as pacientes diz respeito à exposição à radiação ionizante durante o procedimento. Muitas acreditam que a dose de raios-x utilizada poderia induzir o surgimento de câncer em outros órgãos, como a tireoide. A tecnologia digital moderna utiliza doses extremamente baixas e controladas, direcionadas de forma específica para o tecido mamário.

Para o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o benefício de detectar uma lesão milimétrica supera em milhares de vezes qualquer risco teórico associado à radiação. O uso de protetores de tireoide durante a mamografia não é apenas desnecessário, mas pode prejudicar o posicionamento da mama, exigindo repetições que aumentariam a exposição sem qualquer ganho de segurança.
O mito do autoexame como substituto da tecnologia diagnóstica
Outro ponto que gera confusão é a crença de que, se a mulher não sente nada ao realizar o autoexame, ela não precisa da mamografia. Como enfatiza Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o toque manual é capaz de identificar nódulos apenas quando eles já possuem cerca de 1 a 2 centímetros de diâmetro. Em contrapartida, a mamografia digital identifica microcalcificações e distorções quando elas ainda têm poucos milímetros e são totalmente impalpáveis.
Confiar exclusivamente no autoexame é um erro técnico que pode custar a chance de um tratamento menos invasivo. O autoexame promove o autoconhecimento, mas é a tecnologia radiológica que garante a detecção precoce real. Muitos acreditam que mulheres sem histórico familiar de câncer de mama estão “imunes” ou fora do grupo de risco. A grande maioria dos diagnósticos ocorre em pacientes que não possuem nenhum parente próximo com a doença, tratando-se de mutações genéticas esporádicas.
O mito de que o exame é impreciso em mamas densas tem sido superado pela tomossíntese mamária, que oferece uma visão tridimensional. A ciência evoluiu para oferecer respostas para todos os biotipos femininos, garantindo que o rastreamento seja uma ferramenta universal de proteção e não apenas um procedimento voltado para grupos específicos de risco.
Como a informação técnica reduz o medo e aumenta a adesão?
Para que a prevenção seja efetiva, é necessário que a paciente confie no processo e na equipe que a atende. O diálogo entre o radiologista e a paciente é a melhor ferramenta para dissipar a ansiedade gerada pelos mitos populares. Como reforça Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, centros de excelência devem investir em transparência, explicando como os aparelhos funcionam e por que cada etapa é necessária.
Por fim, a desinformação não pode ser maior do que o desejo de viver com saúde. Como constata o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a verdade científica é o que liberta a paciente de receios infundados e permite que ela tome as rédeas da sua própria prevenção. Ao realizar seu exame anual e ignorar boatos sem comprovação, a mulher garante que sua saúde mamária esteja sob a vigilância dos melhores recursos disponíveis na medicina moderna, assegurando um futuro com diagnósticos precisos, tratamentos eficazes e, acima de tudo, paz de espírito.
Autor: Clux Balder