Ruth B. lança primeiro álbum em cinco anos e inicia nova fase na carreira

Megan Calderby Por Megan Calderby 8 Min de leitura

Cantora canadense apresenta “Peace To Make” nesta sexta-feira, 21 de agosto, com 12 faixas e músicas inspiradas em términos, amadurecimento, cura emocional e autoconhecimento

Ruth B. retorna com “Peace To Make”

A cantora e compositora canadense Ruth B. lançou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, seu terceiro álbum de estúdio, “Peace To Make”. O projeto encerra um intervalo de aproximadamente cinco anos desde “Moments in Between”, lançado em 2021, e marca uma nova etapa na trajetória da artista conhecida mundialmente por sucessos como “Lost Boy” e “Dandelions”. A edição disponibilizada nas plataformas digitais reúne 12 músicas. (People.com)

O novo disco foi coproduzido por Ruth B. e Cole M.G.N., produtor vencedor do Grammy que já trabalhou com artistas como Carly Rae Jepsen. Segundo a cantora, o processo foi diferente do álbum anterior porque envolveu mais colaboração dentro do estúdio. “Peace To Make” acompanha experiências pessoais vividas pela artista nos últimos anos e transforma momentos de vulnerabilidade em parte central das composições. (People.com)

O lançamento também representa um retorno importante ao formato de álbum completo. Mesmo sem apresentar um novo disco desde 2021, Ruth B. permaneceu ativa e viu seu catálogo alcançar novas audiências nas plataformas digitais, especialmente com “Dandelions”. Agora, a cantora procura transformar essa exposição em um novo capítulo de sua carreira musical.

Novo álbum nasceu de mudanças na vida pessoal

Grande parte de “Peace To Make” foi influenciada pelo fim de um relacionamento de longa duração vivido pela cantora. Ruth B. explicou que essa experiência, ocorrida quando estava com 28 anos, acabou fornecendo parte da carga emocional utilizada durante a criação do novo material. O resultado é um álbum construído em torno de temas como término, recuperação, vulnerabilidade e reconstrução pessoal. (People.com)

Essa proposta aparece ao longo das 12 faixas: “Bad Combination”, “Best Days”, “Peace To Make”, “Didn’t I”, “Jealous”, “Love’s Vulnerable”, “Breathe”, “Not You”, “Who’s Gonna Love You”, “Shoulda Been Us”, “No Boundaries” e “Pick Me”. Algumas músicas já haviam sido apresentadas antes do lançamento completo, permitindo que o público acompanhasse gradualmente a nova direção artística da cantora. (Spotify)

Musicalmente, Ruth B. continua utilizando sua voz e sua capacidade narrativa como elementos centrais, mas amplia as referências presentes no trabalho. Entre as influências mencionadas estão nomes como Lana Del Rey, Aretha Franklin e Lorde, além de elementos ligados à música etíope, conectando o projeto também às referências culturais da artista. (People.com)

“Breathe” revela lado vulnerável da cantora

Uma das músicas mais pessoais do projeto é “Breathe”. Ao falar sobre a composição, Ruth B. relacionou a faixa a um período difícil de sua vida que a levou a buscar terapia. A experiência acabou contribuindo para mudanças pessoais e para a maneira como a artista passou a compreender suas próprias emoções. (People.com)

A vulnerabilidade aparece como uma característica importante do álbum. Em vez de apresentar apenas respostas para os acontecimentos dos últimos anos, Ruth B. utiliza as músicas para registrar diferentes etapas de um processo de transformação. Há espaço para insegurança, perda e questionamentos, mas também para momentos de recuperação e fortalecimento.

Essa evolução se torna especialmente evidente no encerramento do disco. “Pick Me”, última música da sequência, funciona como uma declaração de valorização pessoal e ajuda a concluir o percurso emocional construído ao longo do álbum. (People.com)

Carly Rae Jepsen incentivou Ruth B. durante produção

O desenvolvimento de “Peace To Make” também contou com incentivo de outros artistas. Ruth B. revelou ter recebido mensagens de Carly Rae Jepsen, que compartilha com ela a experiência de trabalhar com Cole M.G.N. Segundo a cantora, Jepsen enviou comentários positivos e encorajadores sobre o novo trabalho. (People.com)

A colaboração com Cole M.G.N. foi importante para estabelecer a identidade do projeto. Em comparação com “Moments in Between”, desenvolvido em um período marcado pelo isolamento, Ruth B. teve desta vez uma experiência mais colaborativa durante as sessões de estúdio. (People.com)

O resultado mantém características associadas à cantora desde o começo da carreira, mas procura apresentar uma Ruth B. em uma fase diferente da vida. Mais madura e com novas experiências pessoais, ela transforma acontecimentos recentes em material para músicas que exploram relacionamentos e autoconhecimento.

De “Lost Boy” ao sucesso mundial de “Dandelions”

Ruth B. começou a ganhar projeção ainda na década passada. Sua trajetória mudou quando pequenos vídeos publicados no Vine levaram à criação de “Lost Boy”, música que posteriormente se tornou um dos primeiros grandes sucessos de sua carreira. A canção integrou o álbum de estreia “Safe Haven”, lançado em 2017.

Outro fenômeno ocorreu com “Dandelions”. Embora também pertença ao primeiro álbum da cantora, a música ganhou uma segunda onda de popularidade anos depois por meio das redes sociais, especialmente com sua circulação no TikTok. Esse movimento apresentou o catálogo de Ruth B. para uma nova geração de ouvintes. (People.com)

A força desse repertório continua aparecendo nos serviços de streaming. “Dandelions” e “Lost Boy” permanecem entre as músicas mais populares da artista, enquanto faixas do novo álbum, como “Best Days” e “Didn’t I”, começam a ocupar espaço em seu catálogo recente. (Apple Music – Web Player)

“Peace To Make” abre novo capítulo para Ruth B.

Com o lançamento de “Peace To Make”, Ruth B. procura estabelecer uma ponte entre a artista que conquistou projeção internacional com músicas intimistas e uma compositora que agora escreve a partir de experiências diferentes. O intervalo de cinco anos entre álbuns permitiu que mudanças pessoais e profissionais fossem incorporadas ao novo projeto.

O álbum chega em um momento no qual a cantora continua alcançando uma audiência expressiva nas plataformas digitais. A própria descrição disponibilizada em seu perfil no Spotify destaca que Ruth B. manteve uma média superior a 13 milhões de streams semanais nos últimos dois anos, indicando a permanência de seu catálogo entre o público. (Spotify)

Mais do que simplesmente encerrar um período sem discos inéditos, “Peace To Make” funciona como um registro de transformação pessoal. Ao abordar término, vulnerabilidade, terapia, cura e autoestima, Ruth B. apresenta seu trabalho mais recente como um retrato da fase que vive atualmente e abre espaço para os próximos passos de sua carreira.

Fontes

People — entrevista com Ruth B. sobre “Peace To Make”

Apple Music — “Peace To Make”

Spotify — Ruth B. e informações do novo álbum

Compartilhe este artigo